
Dr. João Joaquim Isidro dos Reis Nasceu na vila da Chamusca, a 4 de Dezembro de 1849, num edifício da Rua Direita de S. Pedro, Nº 45, filho do Sr. Joaquim Isidro dos Reis e da Sr.ª D. Mariana Tiburcio dos Reis.

Entrando em 1871 para a Universidade de Coimbra, onde frequentou o curso de direito, tendo-o concluído com distinção em 20 de Junho de 1876.
Entrou na vida pública, a 19 de Agosto de 1878 com a nomeação de amanuense da Direcção Geral dos Proprios Nacionaes, em 20 de Novembro de 1879 foi promovido a segundo oficial, secretário do Sr. Conselheiro José Luciano de Castro, Director Geral em 30 de Outubro de 1886.
Foi deputado por: Tomar em 1880-1881, 1887 (2º), 1888-1889; por Santarém, em 1890-1893; pela Golegã, em 1897 (2º), 1898-1899.(pelo partido progressista)
A 20 de Dezembro de 1888, foi promovido do lugar de primeiro-oficial a chefe de Repartição da Direcção Geral dos Proprios Nacionaes, do Ministério dos Negócios da Fazenda.
Dos cargos mais importantes foi ainda: Vogal do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro do Estado, Vogal do Conselho Superior de Agricultura, participou numa comissão encarregada de proceder à revisão do alistamento do pessoal da inspecção dos impostos, integrou uma comissão para remodelar os serviços de Administração da Fazenda Pública, foi Governador Civil do Distrito de Santarém.
Esteve preso no Castelo de S. Jorge após a implantação da Républica durante um ano
Faleceu na sua Quinta dos Arneiros no Pinheiro Grande, a 17 de Agosto de 1924, os seu restos mortais encontram-se num jazigo de família no cemitério do Alto de S. João em Lisboa, longe da sua terra, que tanto amou e pela qual tanto fez! Assim o depreendemos, pelas suas palavras, em cartas a seu sobrinho Dr. Benjamim P. d'Amaral Netto e seu cunhado Dr. José Félix Pereira.
0 que fez pela união entre o Norte e Sul de Portugal
A 31 de Agosto de 1875 a Chamusca perde a sua autonomia comarcã e foi transferida a sua sede para a Golegã, insucesso político com o qual nunca se conformou. Já em 1879, estando no poder o partido progressista do qual fazia parte o Dr. João Joaquim Isidro dos Reis, intercedeu junto do governo, para que fosse criada a comarca da Chamusca, ou lhe fizessem a Ponte sobre o Tejo, alegando que a sua situação política seria insustentável, se não lhe dessem um destes melhoramentos.
A 10 de Maio de 1889, o Dr. João Joaquim Isidro dos Reis acompanhado pelos representantes das Câmaras de Torres Novas e Golegã, vai a Lisboa pedir ao Sr. conselheiro José Luciano de Castro a construção da Ponte. Tendo o projecto sido aprovado pela Comissão das Obras Públicas da Câmara dos Pares e autorizada a sua construção em 1899.
Em 1900, no Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro do Estado, o Dr. Isidro interveio junto do então conselheiro, Sr. Eng. José Fernando de Sousa, para que no plano da rede complementar dos Caminhos de Ferro, entre o Mondego e o Tejo, se fizesse o ramal de Torres Novas à Golegã, no intuito de vir a servir a Chamusca, tirando proveito da construção da Ponte.
Na larga lista de benefícios que o concelho da Chamusca deve ao homenageado, constam entre outras, a fundação do Asilo Chamusquense para inválidos, que foi instalado num edifício cedido por si, a anexação do Mouchão dos Coelhos à freguesia de Vale de Cavalos, que por caprichos da política tinha sido anexado à Azinhaga, obras no prolongamento dos diques, da Senhora das Dôres e Pinheiro Grande, reparações nas estradas nº 16 e 17 com destino a Montargil e Abrantes, reparações nas igrejas do Chouto, Carregueira e Pinheiro Grande...
:: Citações do benemérito
« ... Nunca eu poderei sacrificar a minha terra, enquanto tiver alguma influência - a nenhuma outra por mais importante que seja ...»
« ...e afirmando-lhes do fundo da minha alma, que sempre até ao último dia da minha vida, com o auxílio de Deus, pugnarei pelo engrandecimento da Chamusca que desejaria se tornasse, de futuro, numa das mais formosas e importantes povoações do nosso país ...»
REPORTAGEM FEITA PELA TSF ,SOBRE Dr. João Joaquim Isidro dos Reis
http://tsf.sapo.pt/Programas/programa.a ... 0Est%E1tua
É dificil imaginar o Portugal do sec XIX, hoje.O sec XIX foi uma época de progresso sem paralelo a partir da segunda metade da centuria.O País estava literalmente dividido ao meio pelo rio Tejo sendo a travessia deste feito principalmente em barcas o que limitava enormemente a circulação de bens mercadorias e pessoas.Durante o Inverno a travessia practicamente estagnava pondo em risco o regular abastecimento e a sustentabilidade da região.A Chamusca teve tal como outras localidades, barcas de passagem em diversos portos ao longo do rio Tejo, dos quais ainda subsiste a que liga o Arripiado a Tancos que foi imensamente reduzida durante a Guerra colonial quando as barcas foram levadas para as ,então, colónias
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A construção da ponte da Chamusca veio mudar este cenário juntamente com a ponte de D. Luís (Santarém) e a de Abrantes...não havia mais nenhuma ponte sobre o Tejo !
Aprovada em 1899 e construida em 1908 - 1909,(inaugurada pelo Rei D. Manuel II) contribuiu decisivamente para o desenvolvimento de toda a região, foi sem dúvida uma das mais importantes obras realizadas no Concelho e no País durante o século passado ao anular a milenar fronteira que era o Rio. A facilidade e a enorme rapidez de transporte entre as duas margens do Tejo que a ponte veio permitir não tinham qualquer paralelo com o serviço proporcionado pelas barcas de passagem que foram abandonadas. A esta grande obra fica para sempre associado o nome do Dr. João Joaquim Isidro dos Reis que fez da construção da ponte da Chamusca uma das principais batalhas da sua vida.
A população pretendeu que no fim da travessia fosse colocada uma estátua evocativa a João Joaquim Isidro dos Reis, mas o regime da 2º Republica não o permitiu por receios de memórias aos tempos da monarquia e transferiu o busto para onde está hoje, na praça central da Chamusca
O retrato deste realista convicto, perseguido pelo regime saido de 1910 (tendo sido preso pelo regime em Lisboa onde permaneceu preso durante 1 ano), permanece no gabinete do Presidente da Câmara da Chamusca imutável ás várias mudanças de regime que Portugal sofreu entre 1910 e 1974.Retratos e fotos de vários chefes de Estado alteraram-se mas o deste homem permaneceu incólume e tal deve-se apenas a um facto:
O que fez pelas gentes da sua terra e pelo ordenamento de Portugal permaneceu vivo na memória, acima dos regimes que vigoraram
A História
A 31 de Agosto de 1875, a Chamusca perde a sua autonomia comarcã, com a transferência da sua sede para a Golegã. Já em 1879, estando no poder o Partido Progressista, do qual fazia parte João Joaquim Isidro dos Reis, este intercedeu junto do governo, para que fosse restaurada a comarca da Chamusca, ou em alternativa lhe fizessem a ponte sobre o Tejo, alegando que a sua situação política seria insustentável se não lhe dessem um destes melhoramentos. A 10 de Maio de 1889, João Joaquim Isidro dos Reis, acompanhado pelos representantes das Câmaras de Torres Novas e Golegã, vai a Lisboa pedir ao conselheiro José Luciano de Castro a construção da ponte, o que levou à aprovação do projecto pela Comissão das Obras Públicas da Câmara dos Pares e à autorização da sua construção em 1899. Em 1900, no Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro do Estado, Isidro dos Reis interveio junto do então conselheiro, Engenheiro José Fernando de Sousa, para que no plano da rede complementar dos caminhos-de-ferro entre o Mondego e o Tejo se fizesse o ramal de Torres Novas à Golegã, no intuito de vir a servir a Chamusca através da nova ponte. No entanto, este projecto nunca se veio a concretizar e a Chamusca nunca foi servida por caminhos-de-ferro.
A construção da ponte foi adjudicada à companhia francesa Fives-Lille e arrancaria somente em 1908, tendo a sua inauguração acontecido em 1909, na presença do rei D. Manuel II.