
Ernesto Korrodi (Zurique, 30 de Janeiro de 1870 - Leiria, 3 de Fevereiro de 1944) foi um arquitecto de origem Suíça, que se naturalizou português.

Veio para Portugal através de um concurso nacional para professor de desenho.
Com ironia, Graça Menira afirmou que “Leiria é a cidade museu de Ernesto Korrodi, só que lhe falta o museu”. Com efeito, a historiadora Maria João Fernandes, autora da tese de mestrado “A Arte Nova em Portugal”, luta pela criação de um museu de um dos “expoentes da arquitectura do século XX”. Em sua opinião, o sítio ideal seria a “Villa Hortênsia”, casa onde viveu Korrodi.
Ernesto Korrodi é, de facto, um dos representantes máximos da Arte Nova em Portugal. Infelizmente, a Arte Nova, na sua vertente arquitectónica, tem sido menosprezado e daí resulta o desleixo em relação à conservação e dinamização do seu legado e património cultural.
Os projectos mais emblemáticos de Korrodi são: a Casa Major Fernando Pessoa (Francisco da Silva Rocha, projectista; Ernesto Korrodi, arquitecto, 1909); Edifício na Av. Fontes Pereira de Melo, n.º 30 (Prémio Valmor, 1910); Casa Museu Egas Moniz (1915); Edifício na Rua Viriato, nº 5 - Prémio Valmor, 1917) e restauração e consolidação do Castelo de Leiria, 1915-1933
Em 1889 seria colocado na Escola Industrial de Braga, a leccionar a disciplina de desenho ornamental, onde ficará até 1894.
Em 1894 é transferido para a Escola Domingos Sequeira em Leiria.
Em 1898 publica um pequeno estudo sobre S. Fructuoso de Montélius, intitulado “Um monumento Bizantino-Latino em Portugal”, no Boletim de Arquitectura da Real Associação de arquitectos.
Em 29 de Abril de 1901, casa com Quitéria da Conceição Maia, professora do Ensino Primário na freguesia dos Marrazes, desde 1892 a 1901. Tiveram três filhos, um que morreu logo após o nascimento em 1902, Maria Teresa (1903-2002) e Camilo (1905-1985).
É autor de cerca de 400 projectos em todo o país.
Entre os seus projectos arquitectónicos, destacam-se:
Restauração do Castelo de Leiria (Zurique, 1898);
Igreja Matriz de Santa Catarina da Serra, Leiria (1902);
Edifício na Av. Fontes Pereira de Melo, n.º 30 - Prémio Valmor, 1910;
Castelo da D. Chica, em Palmeira (1915);
Edifício na Rua Viriato, nº 5 - Prémio Valmor, 1917.
Paços do Concelho de Leiria
Casa Museu Egas Moniz (Avanca) (1915)
Após a derrocada parcial de um dos muros no Castelo de Leiria, Korrodi foi nomeado diretor das obras, em 1921, à frente de uma comissão sujeita à Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), em caráter de urgência. O seu trabalho desenvolveu-se até 1934, quando se desligou. As obras, porém, prosseguiram na década de 1930, com base nos seus desenhos.
Fonte : Wikipédia