
Rocha Martins nasceu em Lisboa, a 30 de Março de 1879. O pai, guarda da Alfândega, destinava-o à carreira militar.

Aos 15 anos, trabalhava no escritório de uma fábrica de cervejas. Aluno do Curso Superior de Letras, os patrões reconhecem-lhe o talento, levam-no à redacção do Diário Popular de Mariano de Carvalho e aí começa a carreira, publicando contos.
Aos 18 anos é folhetinista d'A Vanguarda, de Magalhães Lima. Logo sai para o Jornal da Noite, do Partido Regenerador-Liberal, de João Franco, e em 1903 já dirige a Ilustração Portuguesa. Com o Regicídio, em 1908, escritor popular e reconhecido, Rocha Martins declara-se «monárquico e liberal».
Fundador de dois semanários de grande relevo, o ABC, de 1920, e o Arquivo Nacional, de 1932, Rocha Martins vai participar na oposição democrática a Oliveira Salazar. Os seus artigos no Jornal República, a partir de 1945, são gritados pelos ardinas de Lisboa, num estribilho tornado famoso : «Hoje fala o Rocha, está Salazar à brocha "»
A obra literária de Rocha Martins, de pendor histórico, rigoroso, e simultaneamente de cores populares, tem por centro o culto da Pátria e dos seus heróis. Autodidacta num país de bacharéis, foi cidadão inteiro, deputado em 1918 e vereador de Lisboa em 1924. Viveu só da escrita, e faleceu, sem pompas, na sua casinha de Sintra, em 1952
Fonte : relógios de água